Essa sua indiferença...
Essa cruel, ausência!
Persistentemente complexa,
Reflexa,
Espreita...
Esse réptil silêncio que rasteja,
Entre as poucas palavras, ao chão...
E um suposto afeto,
Sem perdão!

Dejetos de uma história, projetos, mosaico incompleto...
E, ainda submersa, a música, aguarda... O seu tom!
E, ainda submersa, a música, aguarda seu tom...
Na transparência dos espaços,
Na incerteza dos propósitos,
Na ignorância das passagens,
Suspeita...
A esperança que aguarda, descalça,
Ao início de uma possível estrada...
A esperança que aguarda, descalça,
Ao início de uma possível estrada!
Que, por enquanto ainda não passa ninguém...
Que, por enquanto...
Ainda não passa ninguém.
Que, por enquanto ainda...
Não passa, ninguém.
Que, por enquanto, ainda não passa...
Ninguém!
(Monalisa Lins)